Memórias da Vovó Dina – parte 30

Rodrigo, Alberoni, Anajas e Haydée (Minas Gerais)

Em Minas Gerais a nossa vida deu um grande salto para melhor. O vosso pai foi como contador do Banco. O moço que ele foi substituir deu ás de Vila Diogo, como já disse, nem a casa deixou para nós. Fomos para uma casa velha caindo aos pedaços que nem móveis tinha. Não fosse a bondade e atenção dos clientes do Banco…

Mas graças a Deus tudo se arranjou. A tia Haydée, que havia ido conosco, foi o anjo bom de todos. Também estava conosco a Ester, que já havia trabalhado comigo em Rio Largo.

Failde, Anajas e HaydŽée

Lidar com o fogão à lenha pela primeira vez foi um Deus nos acuda. Lavar panela com fumaça de lenha não é fácil! O nosso arranjo foi lento, mas seguro. Ganhei uma geladeira que, confesso, não sabia como usar, mas com o uso me ajudou a compreender a utilidade daquele monstro branco.

Na primeira casa que moramos a copa era minúscula e não cabia a dita cuja. Ficou na sala de jantar que era grande.

Voltando a falar da Ester – quando ela chegou (isso aconteceu em Maceió) a minha avó Januária chamou-a para propor trocar o nome dela, pois tinha a tia Ester com o mesmo nome e assim iria atrapalhar! Judiciosamente ela respondeu: – Por que não troca o da sua filha? É mais fácil.

Vê lá se a vovó ficou satisfeita?!

Essa criatura, que Deus a tenha, tinha o hábito de tomar banho à noite. Ora, Ouro Fino é uma cidade muito fria. Ela se banhava e ia pentear-se no lado de fora. Chamei-lhe a atenção mais de uma vez e ela me respondia que, quando morresse, era defunto. O banho era quente. Resultado: tuberculose. Quem descobriu foi tia Haydée. Foi ao quarto dela e viu sangue no urinol.

Anthenor conseguiu um sanatório e lá, pouco tempo depois, morria a pobre Ester.

(continua… aguarde a próxima postagem de Minha Vida)

Anúncios

Um pensamento sobre “Memórias da Vovó Dina – parte 30

  1. As fotos inseridas acima, é de uma natureza sublime. Como diz o ditado:”Nenhum momento perfeito é eterno…exceto em nossas lembranças”. Minha família também é de Minas,centro-oeste;e meu pai foi funcionário do Banco da Lavoura,em várias cidades mineiras,inclusive(Brasília de Minas).Li em um livro,que povo de Itajubá é devoto de Nossa Sra.da Soledade,acredito que seja uma herança do português Antônio Caetano Pinto Coelho.Parabéns pela dedicação…família é tudo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s