Memórias da Vovó Dina – parte 31

Anajas, HaydŽée e Joana

Mudamos de casa e essa era melhor. Mais nova que a outra e mais arejada. Empregada doméstica era um Deus nos acuda. Precisamos buscar a Joana em Maceió. A tia Ester fez uma matula para a pobre trazer que foi um castigo. O que havia de fruta e mais coisa que não me recordo, deu o que fazer à pobre mulher. O Osmar e Wilmar tiveram que esperá-la no aeroporto. Esperou-os por horas até que um senhor teve pena dela e levou-a para sua casa. A sorte é que ela estava com o endereço dos dois e no outro o abençoado senhor se comunicou com eles que haviam chegado atrasados para buscá-la e a levaram com a grande bagagem para a Rodoviária via Ouro Fino. Foi um verdadeiro drama.

Fomos para Itajubá e ela foi conosco. Depois veio a Josefa, irmã de Joana,  que estava na casa do Osmar. Perguntou-me a Ana Maria se eu não a queria porque ela não estava suportando o assédio do marido com a referida Josefa. O Osmar era muito boa pessoa, mas nesse ponto era muito safado.

Itajubá, década de 50.

Ficaram as duas na nossa casa até quando viemos para São Paulo. A Joana com as duas filhas e a Josefa foram morar juntas, mas não deu certo. Joana foi para o Rio e a outra ficou em Itajuba. Sei que teve uma filha e estava muito bem, obrigada.

Viemos para São Paulo. A casa era menor que a nossa de Itajubá. Tinha 3 quartos em cima e um porão onde ficaram os meninos menos o Ariel, que ficou com a mulher em Itajubá.

Agnes e Ísis, as primeiras netas (1962)

O casamento do Ariel foi com o gosto dos pais da Shirley, mas a avó, dona Filomena, não queria que a neta, dodói dela, se casasse, pois ela havia sofrido muito em seu casamento. Morreu um mês antes do casamento da neta. No começo a vida deles não foi fácil. Parece que no começo brigavam muito. Tanto era assim que uma noite ela chegou à casa dos pais com a mala dizendo havia voltado. O Sr. Djalma imediatamente foi dizendo que o lugar dela era ao lado do marido. Logo depois ficou grávida da Agnes e tudo se harmonizou.

Shirley, Ariel e Agnes (1960)

Nasceu a filha e quem a assistiu foi a Filhinha. Quando ficou esperando a Isis, ela me pediu para ficar com ela. Nós já estávamos em São Paulo. O Ariel que me levou e no dia em que apareceram os sintomas fomos para a maternidade.

Passamos a noite, ela e eu, sentadas nas cadeiras e o Ariel dormindo na cama de solteiro do quarto. De manhã, por volta das 6 horas, eu o chamei e a Shirley foi para a cama. Vi que o negócio estava apertando e saí para chamar a Irmã que estava indo à missa.

Eu disse a ela o que acontecia e ela me respondeu que ia à missa.

Então eu, educadamente repliquei: – Não vai, não senhora, só depois de acudir minha nora. Ela entrou no quarto e logo providenciou a vinda do médico. Não demorou muito e a Isis nasceu.

Foi tudo muito bem, graças a Deus.

(continua… aguarde a próxima postagem de Minha Vida)

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