Memórias da Vovó Dina – parte 33

Siomara

O médico havia recomendado só ficar grávida após 2 anos de cirurgia. Com 1 ano e alguns meses depois nascia Siomara. Por isso foi cesárea. O interessante é que Ester, Agnaldo e Arnoldo foram partos normais! Dá para acreditar?! E assim se confirmou a profecia da parteira D. Evangelina Botelho, quando eu tive a menina morta: – Quando você tiver o décimo filho, vai ter problema.

Acertou na mosca.

O melhor ou o pior de tudo é que quando tive a Haydée, a minha tia, que era quem me assistia nessas horas, me disse:

– Se você tiver outro filho, não me chame.

Chamei então, Adalzinda. Foi ela quem me socorreu. Estava certa que a criança chegaria em fins de maio, mas criança não diz quando nasce, e ela ficou conosco cerca de 2 meses. Abençoada seja, pelo apoio que nos deu.

A tia não gostou de ter sido substituída. Não se lembrava do que havia me dito. Ela devia estar muito cansada. Realmente, ela e a tia Ester trabalhavam muito. Na casa em Maceió, ainda tinha vovó Januária, tia Bertulina e Jurací.

Irmãos e amigos reunidos: aniversá‡rio de 2 anos da Siomara (1954)

A tia Haydée era costureira e tinha uma grande clientela. Caprichosa como ela só, não admitia um erro na costura.

Ester, aos 7 anos (São Paulo)

Sei disso porque aprendi a costurar com ela. Failde e a irmã Floristela não suportaram a perfeição da tia. Desmanchar costura não era com elas. A aprendizagem aconteceu em Rio Largo.

Itajubá foi a nossa vitória, tanto no trabalho do Anthenor, como na vida de um modo geral. Bons colégios, boas vizinhanças, amigos simples e bons. Gente simples e cordata.

Em Ouro Fino ficamos 2 anos e 9 meses. Em Itajubá ficamos 9 anos e 9 meses. Não sei por que os nove meses, mas a verdade é que aconteceu tudo isso, até virmos para São Paulo.

Agnaldo e Arnoldo

O resto vocês conhecem de sobra.

Fomos felizes ontem e depois. Havia os tropeços que muitas vezes não podiam ser evitados. Vencemos com o amor multiplicado pela família que é o nosso verdadeiro tesouro.

Ele, o nosso Anthenor partiu para as plagas do infinito, mas venceu galhardamente a vida afanosa, escolhida pelo amor imenso que tinha por nós.

Deus na sua infinita bondade nos deu por acréscimo, o que mais precisávamos: Paz, Amor e União.

(fim das postagens da série Minha Vida)

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4 pensamentos sobre “Memórias da Vovó Dina – parte 33

  1. O aniversário que teve como tema os pinguins, foi do Agnaldo quando fez um ano. O bolo era o iglú, coberto do côco. No dia seginte seria meu aniversário e ganhei um bolo de chocolate retangular. A mea ficou linda! A Regi sempre foi muito criativa e prendada.

  2. denise, definitivamente você conhece muito mais histórias da família do que eu. estou descobrindo a maior parte pelo diário da vó e você fica acrescentando detalhes e detalhes, tocando em assuntos que não conheço. podia escrever um texto para a sessão de colaborações. algo que te marcou, sei lá, como essas histórias mexiam com você… se achar boa a ideia, em avisa.

  3. A casaca era feita de ameixa preta. Não foi esse aniversário, porque esse o motivo foi barquinho. Eu lembro dessa outra festa, do trabalhão que deu fazer os pinguins, mas não lembro de quem era a festa.

  4. E esse aniversario que o tema era pinguim? minha m~ae sempre contava de um aniversario que ela fez com ovos de verdade e colocou casaca para ficarem vestidos de pinguim…

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