BATATINHA

Não sei porque o chamavam de Batatinha. Tinha por profissão tocar rabeca nas feiras de Rio Largo, Fernão Velho, Satuba e Utinga.

Casado, pai de família, morava em Santa Luzia do Norte, do outro lado da Lagoa Mundaú.

Batatinha saía para as feiras e quando voltava a mulher estava cansada de esperar.

Um belo dia, a mulher em trabalho de parto, pediu que ele fosse à farmácia comprar óleo de amêndoas para o umbigo da criança. Ela havia se esquecido de comprar uma coisa que se usava naquela época para ajudar na queda do umbigo.

Batatinha pegou a rebeca e se dispôs a sair, quando a mulher lhe disse:

– Deixa a rebeca, Batatinha, senão tu não volta hoje.

– Oxente mulher, eu vou num pé e volto no outro.

Quando voltou o menino tinha um ano.

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