MINHA SOGRA JOANINHA

Não parecia, mas era muito brava.

Nas fazendas faz-se farinha de mandioca. Chamavam casa de farinha.

Os colonos se reuniam em determinada época, conforme a colheita da mandioca e pode-se dizer que era uma festa.

Todas as fofocas eram postas em dia, enquanto a família de cada um trabalhava o dia inteiro naquela labuta estafante.

A minha sogra não fugia à regra nesta batalha da vida. Juntava a família (filhos) e ia fazer farinha na casa grande da fazenda do “seu” Caetano, dono da fazenda “ Bernardo Vieira”, onde labutava o meu sogro, “seu” Joaquim.

Vieram cedo e já encontraram alguns que haviam vindo mais cedo.

Quando estava chegando sua vez, veio um parente, e como era homem de maior poder aquisitivo, se achou no direito de tomar-lhe o lugar. Pra que?

Ela subiu nas tamancas, ele subiu também.

Bateram boca e não chegaram a um acordo. Ela, então, vendo que não vencia pela palavra, avançou numa foice que viu na parede e avançou gritando:

– Venha se você for home! Vai ver para quê serve uma mulher com raiva.

Diante da foice e da cobra caninana, ele baixou a cabeça recuando, e ela foi fazer sua farinha sossegada.

Mulher preguiçosa

Não cose e nem fia

Se deita na cama

Levanta ao meio dia.

Senão fosse o homem,

Mulher não comia.

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