O PAPAGAIO E O ALFAIATE

O papagaio não era propriamente do “seu” José. Era da sua mulher e “seu” José não gostava dele e nem ele do “seu” José.

Alfaiate muito bom e caprichoso deu por terminado um terno branco que o cliente viria buscar logo mais à tarde.

Arrumou o terno no cabide e pendurou-o num prego que tinha na porta para o referido terno tomar um solzinho e foi almoçar.

Quando voltou viu o maior espetáculo: o papagaio havia arrancado todos os botões do paletó.

O grito que ele deu, assustou a mulher que veio correndo ver o que acontecia.

O pobre do homem estava irado.

– O que foi José?

Ele, cheio de raiva, gritando com todas as forças

– Veja o que o sem vergonha do seu louro fez: arrancou todos os botões do paletó. Eu mato esse desgraçado assim que ele aparecer. Será o fim daquele peste.

O bicho, que não tinha nada de bobo, tinha subido o telhado da casa na altura da cozinha.

– Meu louro, disse a dona, o que você foi fazer?

E o papagaio, muito “arrependido” pôs a cabeça de lado e disse:

– Hum! Tomara me casar….

Esta história é verídica. Aconteceu com uma vizinha da Tia Ester.

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