PERERECA

Um cego pedia esmola nos degraus de uma farmácia na rua do Comércio em Maceió.

Tinha por apelido Perereca e ele não gostava. Agradecia as esmolas cantando.

Dois gaiatos resolveram mexer com o pobre cego e lhe deram um  níquel.

Jogaram a moeda e ficaram aguardando o agradecimento. O cego cantou:

– Deus lhe pague a sua esmola,

Com prazer e alegria.

Um dos dois gritou

– Perereca!

O cego continuou:

– Vá prá puta que o pariu

Com toda a sua família.

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