AS ARMAS

Com a ajuda do meu pai e do diretor, o professor João Ferreira da Rocha e mais a boa vontade do maestro Japiassú, conseguimos por 2 anos promover festival de representações com os alunos das Escolas Reunidas da Companhia Alagoana de Fiação e Tecidos.

A seleção foi difícil, pois eram mais de mil alunos. Mas com a paciência e coragem conseguimos levar a cabo o nosso intento.

Entre os alunos havia um chamado Cícero das Graças que era uma verdadeira figura: magro como um varapau, moreno (bem moreno), feio e com olhos saltados como quem está com medo de alguma coisa. E para completar, era meio gago.

Não sei porque me veio a idéia de lhe perguntar se queria declamar uma poesia. Ele respondeu, todo feliz, que sim. Saiu-se bem o bom menino.

E foi o mais aplaudido. A poesia era As armas, de Fagundes Varella.

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