ZABÉ E CACHIMBÊRO

Eram marido e mulher. Viviam embriagados e ninguém se apiedava daquelas criaturas. Moravam não se sabe onde. Briguentos e rabujentos e, talvez por isso mesmo, servissem de troça para a meninada e os desocupados.

Ele, Cachimbêro, ficava desesperado se alguém cantava de galo quando ele passava.

Uma ocasião, o encontraram com uma garrafa quebrada e ele segurando pelo gargalo.  É que a garrafa quando cheia, caíra e se quebrara e ele salvou o que restava da bebida, no gargalo.

Assim eram os coitados Zabé e Cachimbero.

Meu pai era o homem os pic-nics. Fez ou organizou um para a Mata do Rolo. Era um lugar aprazível, muita água e sem fugir ao nome – muita mata.

Alugava-se um caminhão e lá íamos nós em demanda do local escolhido.

Apesar da canseira era divertido; muita cantoria e por que não? Muita comida.

O grupo se separou um pouco e muitos não viram o que aconteceu.

Os outros se depararam com Zabé e Cachimbêro.

Começou então a anarquia: uns cantavam de galo e vaiavam, falavam de coisas que não deviam.

De repente, Zabé começou a dizer desaforos de toda espécie.

Cachimbêro falou para ela:

– Não se incomode não Zabé – quem anda de truma, não presta.

Apesar de bêbedo, tinha uma grande filosofia de vida.

Certeiro que faz um cesto faz um cento.

Assim procede o mexeriqueiro.

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