OUTRO DE CINDÔ

No fundo do seu quintal havia muitas árvores frutíferas e como um bom pomar não faltavam uns pés de mamão.

Muito mamão maduro e muito passarinho para comê-los.

Cindô só cismou com o sabiá. Queria pegá-lo de toda maneira. Colocou arapuca, alçapão – e nada de pegar o sabido pássaro.

Eu acho que ele queria engaiolar o pássaro que canta muito bem.

Mas, cadê que ele conseguia? O bicho era mais sabido que Cindó. Depois de uma grande luta inútil, ele resolveu fazer a última tentativa. Arranjou uma capa preta com capuz e com um barbante na mão, subiu no mamoeiro.

Como o mamoeiro aguentou, não sei. Aquilo não é árvore para subir. Enfim, o mentiroso dá sempre um jeito.

Mas vamos ao que interessa:

Subiu e fez um laço com o barbante. De repente chegou o sabiá e cismado, ficou pulando de um lado para o outro, até que de repente, falou:

– Não adianta Cindô. Tenha o disfarce que quiser, você nunca vai me pegar.

E foi embora.

Cindô chilado (chateado) saiu do mamoeiro e tratou de deixar o sabiá em paz.

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