A HISTÓRIA DE D. EGIDIA

Em Rio Largo chegou os “mata mosquitos” da Cia Rockeffer, uma Cia americana de saneamento – mas isso não vem ao caso.

Dentre os rapazes tinha um alemão que se engraçou com a d. Egidia.

O “seu” Joseph era um rapaz bonito, simpático. Ao contrário da moça que era feia, não muito simpática e mais alta que ele.

Casaram-se e tiveram 5 filhos: Walfrido, Waldir e mais 3 meninas.

Tinham uma loja que o pai dela deu para eles. O coitado mal falava o português.

Uma ocasião, o vizinho o convidou para comer uma buchada, numa quinta feira, que era o dia de fechar o comércio. No outro dia, o “seu” Methódio perguntou se ele não queria comer mais um pouco da referida buchada, ele respondeu: – “não, eu tou ceio de canerio”.

Tempos depois, os filhos mais velhos deviam ter uns 14-15 anos, ela o convenceu a ir para a Alemanha, com os 2 mais velhos. Seguiram para Recife porque os transatlânticos naquela época não aportavam em Maceió.

Nós já estávamos em Maceió quando aconteceu toda a história.

Só sei que ela vendeu a loja e foi para Maceió pronta para embarcar quando ele escrevesse para que ela fosse se encontrar com a família na Alemanha.

Quando recebeu o consentimento para viajar com as 3 filhas, foi para Recife. Não pôde embarcar, a guerra na Alemanha a impediu.

Voltou para Maceió. Em uma de suas cartas ele dizia que os filhos tinham morrido em combate.

Ela montou uma quitanda e viveu, só Deus sabe como, com as 3 filhas.

Terminada a “bendita” guerra, ele escreveu pedindo para que ela mandasse buscá-lo. Estava sozinho com a irmã; os pais haviam morrido e o trabalho estava difícil.

Eu a encontrei na rua do Comércio e perguntei por ele. Ela me disse que sem os filhos não o queria mais.

Então lhe falei: – Que culpa tem ele dos filhos terem morrido? Ele havia ido com o consentimento dela, portanto o pobre estava inocente com o que havia acontecido.

Logo depois chegou o nosso amigo Rodrigo Mota que lhe falou mais ou menos a mesma coisa. Mais um pouco, talvez, porque ele não era de meias palavras.

Joseph voltou e tempo depois morreu em Maceió.

O homem pagou uma conta muito alta. Deve estar em melhor situação que muita gente boa. Deus o abençoe.

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3 pensamentos sobre “A HISTÓRIA DE D. EGIDIA

  1. É que fico aqui, ainda exilada, querendo detalhes. e cada vez que ligo, tenho outras coisas para perguntar.Tinha que ter um lugar para a gente colocar todas as perguntas e ela respondia de tacada.

    • De, você está muito engraçada fazendo essas perguntas. Acho melhor você anotar tudinho e ligar pra vó, pois ela não acompanha os comentários tão de perto… rs

      bjs

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