“DRUMINDO”

A cena se passou há muito tempo, na cidade de Camaragibe (AL). Quem me contou foi a minha avó Anísia.

Um casal era dono de uma pequena mercearia, como meio de ganhar o seu dinheirinho.

Quando não estava o marido, estava, quando podia, a nossa sacrificada mulherzinha.

Tinha um safado que todo dia, quando era a mulher quem estava no balcão, ele entrava para tomar um trago.

Tomava a golada e dizia, olhando a mulher:

– Se eu tivesse uma mulher gordinha assim, só vivia drumindo, drumindo, drumindo…

Todos os dias era essa encenação, até que um dia a pobre perdeu a paciência e contou ao marido, que se escondeu embaixo do balcão.

Quando o cretino chegou, pediu a pinga e ao pronunciar o primeiro “drumindo”, o marido saiu do esconderijo e gritou para o cabra:

– Seu canalha, sem vergonha, não respeita a mulher alheia. Deixe estar que vou lhe dar uns sopapos.

O covardão, apavorado, gritou:

– Desculpe, não digo mais… e foi saindo e mais uma vez falou:

– Se eu tivesse uma mulher gordinha assim, eu só vivia drumindo, drumindo…. e chispou para não apanhar.

A história não conta se voltou.

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