O FILHO

A mocinha foi para casa da avó a pedido da velha, que morava sozinha com um filho para ajudá-la no serviço da casa.

Passado uns dias ela notou o interesse do tio. Ficou apreensiva, mas acanhada, não falou com a avó.

Uma “bela” noite ele invadiu-lhe o quarto.

A pobre menina gritou quanto pôde… ninguém acudiu. Resultado: ficou grávida.

Naquela época, os vestidos eram rodados e por isso era fácil esconder uma gravidez.

Depois do desastre, voltou logo para a casa dos pais.

Passaram-se os meses e ela, sozinha, na cozinha, deu à luz ao filho.

Quando os pais chegaram, é que ficaram sabendo do drama da filha.

Chamaram o “bom” moço para o obrigarem a casar.

Casamento contrariado, celebrado no civil. Ela com o filho no colo, devia estar muito envergonhada.

Depois da cerimônia, se levantou e falou para o desavergonhado.

– Casei-me para dar nome ao meu filho. Não quero vê-lo nunca mais.

Foi também minha avó Anisia, quem me contou este fato acontecido na cidade de Camaragibe.

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