A CRUVIANA

Um viajante, perdido na mata, chegou de noite em uma fazenda e pediu ao fazendeiro pousada.

Cansado de andar e com muita fome e sede, foi bem recebido pelo senhor, que disse:

– Infelizmente, dentro de casa não tem lugar pois estou com visita. O senhor aceita dormir na casa de farinha?

– Não, senhor. É que me perdi na mata. O que o senhor arranjar, pra mim está ótimo.

Depois de comer do oferecido pela dona da casa, o homem foi saindo dando boa noite e recebendo das mãos do dono da casa um cobertor, uma esteira e um travesseiro.

O dono falou então para ele:

– Um momento, é bom o senhor se cobrir bem. De madrugada vem a cruviana. Se prepare.

O ingênuo saiu pensando: – Cruviana? Seja o que for, estou preparado.

De madrugada acordou com um barulho de passos fortes.

Deve ser a cruviana, pensou.

Quando as passadas foram chegando mais perto, pegou da arma e… atirou na cruviana.

De manhã, levantou-se, viu a cruviana morta. Muito feliz foi entregar os apetrechos que havia usado para dormir e agradecer ao dono da fazenda.

A mulher lhe deu o café e o senhor lhe perguntou:

– A cruviana apareceu?

– Apareceu sim senhor. Mas eu passei-lhe um tiro.

–  Como é? O senhor então matou o meu burro?

Cruviana é o frio da madrugada!!!

E o viajante pagou pelo burro e ficou a pensar:

– Como eu ia saber quem era a tal cruviana? Nunca ouvi essa palavra!

Quem não sabe é como quem não vê.

Quem com porcos se mistura, farelos come.

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Um pensamento sobre “A CRUVIANA

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