PROSAS DE Sr ERNESTO

Eu só queria fazer

O que meu peito palpita

Caçar uma mulher bonita

Para com ela eu casar.

Se ela me rejeitar,

Eu zangado brigo e ralho.

Vou mandar comprar um baralho

Prá me divertir na praça.

Sem mulher também se passa,

Quem tem mulher, tem trabalho.

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Seguro o copo por baixo

Segura com as duas mãos

Fogo, farol, ferro e facho.

Eu procuro mas não acho

A fulô do mulungu.

Tive três anos no sul,

Mais meu mano Felizardo.

Copo branco, copo pardo,

Verde, encarnado e azul.

– Ajuê Maria.

Quem não tem o que dizê,

Pôe na garganta e vê decê.

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Um pensamento sobre “PROSAS DE Sr ERNESTO

  1. Quem frequentou nossos almoços familiares, cansou de ouvir papai declamar esses versos ao fazer brindes. Ele os declamava com seu jeito característico: rapidamente e quase ininteligíveis, já que sua dicção, nessas horas, era um horror! Mas era sempre muito divertido. Que saudades faz o meu veinho…

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