AVÓ JANUÁRIA

Tinha um gênio muito forte ao contrário do meu avô que era a mansidão em pessoa.

Minha avó saía depois do café da manhã para percorrer a rua 7 que felizmente era pequena, para saber as novidades.

Quando voltava se sentava para contar as novidades que tinha visto e ouvido.

A tia Ester dizia: – Chegou o repórter Esso.

O meu Ariel com uns 5 ou 6 anos sumiu, não sabia para onde.

Procurei em casa do meu pai, nada. Na vizinhança, nada. Estava chegando a hora do pai chegar para o almoço, meu Deus, cadê o menino?

O meu vizinho José e José Pinto, meu irmão foram chegando. Pedi a eles para procurá-lo e o encontraram no fim da rua, no sítio do menino Barra, como eles o chamavam.
Minha avó foi chegando também preocupada como todos nós pela ausência do neto ou bisneto. Naturalmente, em respeito a ela, não castiguei o rapazinho.

No outro dia se repetiu o desaparecimento do “brincalhão”. Pedi ao meu irmão que foi buscar o rebelde.

Chegou o filho e minha avó veio atrás. Levei-o para o quarto para castigá-lo e minha avó atrás. Falei para ela:

– Vovó se a senhora não me deixar dar umas boas palmadas no Ariel, eu bato na senhora também.

Saiu ventando e foi se queixar ao meu pai:

– Fernandina é muito malcriada. E relatou o fato. Meu pai falou:

– A senhora não devia se meter, mamãe. Fernandina sabe o que faz.

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