Cartas de amor

Anthenor distribuía na fábrica a correspondência dos operários. Entre elas chegou uma para alguém que não estava mais lá. Era de um rapaz que morava no Rio e escrevia para a namorada.

Esperando talvez, que a carta fosse reclamada, Anthenor guardou-a por muito tempo.

Um belo dia ele perdeu a paciência e abriu a carta do pobre abandonado.

A missiva dizia o seguinte:

“Ai, que deu-me uma cedente, numa desconsolação, senti no coração um trespasso de repente.

Antes não fora vivente, porque cuidado não tinha. Quando a lembrança me vinha, dá-me novas do passado.

Adeus, flor do meu agrado. Aceite lembrança minha.”

Este era o teor da carta do coitado cheio de saudade da noiva ou namorada que o esqueceu e foi embora…

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Um pensamento sobre “Cartas de amor

  1. É bom que se diga, que isso é lembrança de meu pai. Vejam vcs, isso foi nos anos 20 da seculo passado. Eita memória da gota!

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