ZÉ GANGURÍ

Ele foi convidado para fazer parte de uma peça teatral no interior da Bahia onde morava. Tinha o apelido de Zé Gangurí, coisa que o fazia virar um “bicho”. Quem quisesse vê-lo uma fera, chamasse de Zé Gangurí.

Muito conhecido por todos e, naturalmente, respeitado pelo gênio estourado, o pobre Zé aceitou fazer o papel de arauto no pequeno teatro. Cidade pequena sem muita distração, o teatrinho ficou apinhado com os espectadores.

Começou a função e ia muito bem, quando, a certa altura da representação, o arauto Zé Gangurí chega para dar a mensagem ao Rei, muito bem sentado em seu trono.

O pobre homem, nervoso como o quê, ajoelhou-se e engasgou – não saía nada da boca do infeliz. Então o rei, dando uma de bonzinho, falou estendendo a mão:

– Levanta-te Zé Gangurí.

E o arauto, pegando o punhal que lhe enfeitava a cintura, bradou:

– Matei-te, rei de merda!…

Foi um Deus nos acuda…e acabou a função!

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Um pensamento sobre “ZÉ GANGURÍ

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