MEU IRMÃO

O José Pinto, meu irmão, tinha o hábito de ficar com a boca aberta. Eu passava por trás dele, batia nas costas e dizia:

– Fecha boca, Zé, cagalhão criou asa.

O coitado ficava louco da vida e gritava para a minha mãe:

– Mãe, olha a Nanda!

Hoje, arrependo-me dessas coisas, mas fazer o quê? Criança não pensa muito no que faz.

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