SINHÁ LUZIA

Sinhá Luzia trabalhava na casa do tio Getúlio. Tinha uma filha e uma neta. Não conheci nenhuma das duas.
Ela, sinhá Luzia, gostava de contar a vida dela com o marido.

O “belo” marido tomava umas e outras e o resultado é que quando chegava em casa era pra bater na infeliz.

Uma ocasião ela perdeu a paciência. Estava cansada de servir de saco de pancada. Quando ele gritou lá de fora:

– Lá vou eu Luzia Véia! Ela não teve dúvida, pegou uma acha de lenha, acesa no fogão e enfrentou o “distinto” gritando:
– Se for homem, venha…E quem disse que ele a enfrentou? Pra isso ele não estava bêbado!

De outra feita o “querido maridinho” estava com varíola. Para aliviar a queimadura, costumavam forrar a cama com folhas de bananeira. Ela procurou as mais velhas e não tirou aquelas partes do meio. Deitou o infeliz ali e quando ele reclamou que aquilo estava incomodando, ela lhe disse:

– Se você fosse mais bonzinho eu ajeitava mió as coisa pro você. Eu tenho uma galinha e fazia uma canja. Mas você não presta. É uma peste. Então sofra.

Em sua opinião a sua vingança era mais do que justa.

A caridade não se aplica no coração de muita gente. Acha a vingança mais do que justa.

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