Viagem à Europa – Dedicatória

Fernandina em quarto de hotel em Aux-en-Provence, na França

Estou terminando o que penso que vai servir de distração e, talvez, seja útil a vocês.

É um presente, de coração, que de qualquer forma matou as minhas saudades, pois tinha idéia que estava conversando e contando as nossas proezas de marinheiros de primeira viagem; menos o Waldemar é claro, que é veterano.

Para encerrar de vez vou mostrar a vocês o que é que vale o dinheiro.  O avião em que estamos e que nos levou à Europa tem divisão para turistas e passageiros privilegiados, enquanto nós, que somos uns 16, temos 3 para nos servir: primeiro aperitivos com salgadinhos, em mesinhas forradas com um alvo guardanapo, depois o jantar em uma bandeja regada a vinho, depois queijo, licor e café.  Lá é uma dureza danada, se tomar aperitivos paga.  A mesinha não é forrada, só a bandeja com o jantar, depois o café.  Ao invés de duas pessoas, como aqui, são três lado a lado e para dormir é um Deus nos acuda.  Pagou mais, tem conforto.

Adeus gente, desculpem os erros, Rui Barbosa não era o meu tipo – muito feio.

Fernandina C. Farias

Estátua do poeta Bocage em Setúbal.

Doou-me Phebo aos séculos vindouros
Deponho a flor da vida e guardo o fruto
Pagando à vil matéria um vão tributo
Retenho a posse de imortais tesouros

Este com ordem se ufana a pedra erguida
Ah! Se encontrou com sonoras cores…
Já Bocage não é! Não sois amores!…
Chorai-lhe a morte e celebrai-lhe a vida!

Um nume só terrível ao tirano
Não a triste imortal fragilidade
Eis o Deus que consola a humanidade
Eis o Deus da razão, o Deus de Elmano

De Elmano eis sobre o mármore sagrado
A lira em que chorava ou ria amores…
Ser d’eles, ser da musa foi seu fado
honrai-lhe a lira vates e amadores!

(Estes versos estão escritos ao pé da estátua de M. M. Barbosa du Bocage,
na cidade de Setúbal – Capital do Distrito)

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Um pensamento sobre “Viagem à Europa – Dedicatória

  1. Para quem não sabe, pai e mãe fizeram essa viagem no começo dos anos 70. Foram com um casal de amigos: Lourdes e Waldemar. Ele, um “ilustre”empresário e companheiro de Rotery e um grande amigo do papai. Moravam na R maranhão, se não me falha a memória.Para “tomar”conta da tropa que ficou, venho ficar conosco a tia Margarida, mãe de uma colega minha, Marcia e futura sogra do Leo, sobrinho do Rafa. Nossa, faz tempo, eu estudava enfermagem!
    Grandes presentes eles trouxeram para nós. ganhei um chale preto belíssimo da espanha, um prendedor de cabelos da frança, lindo, lindo. Troxeram também batons, sombras, bluschs e sei mais o que. Enfim, uma beleza para nós filhas vaidosas.

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