11/Maio/71 – Portugal

Estamos almoçando em Santiago, pertencente ao Distrito de Setúbal. É uma linda pousada, imitação da residência imperial. Uma sala de jantar do tamanho de toda nossa sala, uns periquitos americanos estão plantados no milharal, ao nosso lado (uma longa mesa cheia deles).

Belos arranjos de flores naturais enfeitam toda a sala, entrada, mesas com santuários, cantos de salas, cômodas e uma série de coisas enfeitadas que é um verdadeiro poema.

As mesas são servidas por moças vestidas de preto e aventais brancos, a gola branca realça o belo rosto das lindas e roliças portuguesas.

A pousada Santiago é o modelo de um pequeno feudo português.

Acima das janelas e portas, enfeitadas com finas cortinas, tem umas prateleiras com vasos (ânforas), pratos e bandejas de cerâmica e louças finas pintadas. São um verdadeiro encanto completado por um biombo pintado em motivos de anjos seráficos em lagos e florestas. Todo o chão de piso vermelho e recoberto e, sob cada mesa, um tapete quadrado de tecido grosso em verde e branco. Diz o nosso guia que a Pousada não é das melhores, nem das mais bonitas, calculem as outras como serão.

Seguimos viagem passando por encantadoras e floridas aldeias. As flores em abundância prodigiosa dão uma nota verdadeiramente poética, onde quer que o carro passe.

Os campos de trigo, de aveia, de milho, de batata, etc.. etc.. são todos sarapintados de flores vermelhas, amarelas e roxas, em profusão. As roseiras margeiam as estradas em uma confusão que nos causam emoção.

Estivemos em Sagres, onde viveu o Infante Dom Henrique. Só muito amor àquilo que se destinava fazer faria alguém viver em lugar tão árido e solitário que apesar da rudeza é lindo, espetacularmente belo. O mar batendo nas rochas escarpadas, o vento forte e frio nos lembrando como pode, um homem moço e poderoso viver e levar avante uma missão tão grande e tão nobre.

Vimos o filme explicativo (em francês), muito bem feito, muito claro, pena que o francês para nós fosse meio chinês.

Praia da Rocha, Portimão, uma paradinha entre Sagres e Faro.

Saímos de Sagres demandando a cidade de Faro. Antes passamos novamente por lindas praias. O litoral português é pródigo em belezas naturais que só há pouco mais de 10 anos está sendo descoberto por europeus e americanos que, diga-se de passagem, medra como ervas ruins em campo de aveia.

Faro, Sul de Portugal.

Chegamos em Faro cerca das 20 ou 16 horas (como diz seu pai). Jantamos às 20h30 horas e saímos para dar um pequeno passeio. O comércio é um passeio constante. Não entra carro, nem de feira.

As lojas com bem arrumados mostruários, turistas de todos os países enfeitando as ruas, inclusive nós. Fomos dormir cedo (por volta de 22h3o), pois a canseira não nos permitia mais tempo em pé.

Partimos de Faro às 9h15. Chegamos à cidade fronteira Vila Real de Santo Antônio. Atravessamos em balsa ou ferry-boat, o Rio Godiana e chegamos à cidade de Ayamonte, na Espanha. Iremos dormir em Sevilha, se Deus quiser.

Estamos almoçando (13h20) em La Palma del Condado, no restaurante La Vina. Almoçamos peixe, camarão, carnes variadas e salada. Nós, o guia Sr. Diamantino, Waldemar e Lourdes, Antenor e eu (está certa a ordem Siomara?), almoçamos bem e conversamos ainda melhor.

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4 pensamentos sobre “11/Maio/71 – Portugal

    • mãe, altera a parte que você viu com erro… você sabe fazer não? aliás, se tiver como me ajudar a revisar os textos que chegaram, nessas duas últimas semanas estou no osso de tempo. ou alguém!
      bjs!

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