Barcelona, Espanha

Visitamos um local que se chama simplesmente “Pueblo d’ Espanha”. Talvez o nome não signifique para nós a beleza e a propriedade que são resultado do monumento.

É em forma de cidadela romana e lá, entrando pela enorme porta que enfeita e guarda a entrada, chega-se a um recinto de grandiosa harmonia no seu efeito. Empregando o termo brasileiro – o negócio foi bem bolado. É como se todo o edifício fosse a própria Espanha. Dentro estão as suas províncias em distribuição na posição real em que se encontram na geografia. No centro, onde deve estar Madri, fizeram uma cópia da “Plaza Mayor”.

Cada província é uma espécie de loja onde estão expostos os produtos manufaturados naqueles lugares. Levaríamos todo o resto da tarde e talvez não víssemos minuciosamente as curiosidades que lá se encontram. Ficamos até onde o dinheiro chegou e o estômago consentiu, pois era hora do almoço e estávamos morrendo de fome.

Monumento a Cristóvão Colombo, Barcelona

Vimos a manufaturação de vidro. Ainda não tinha visto e ficaria sentada o resto do tempo só apreciando o manejo único, que é grandemente agradável de se ver. Estavam fazendo uma grande garrafa verde para bebida. Não sei dizer ou descrever o negócio todo. A bola de vidro derretido sai do forno vermelho coral e, poucos minutos depois está verde folha. Os homens trabalham numa agilidade enorme é claro, e como eram dois grupos que trabalhavam, ficamos mais a ver o 2º grupo, pois era lá que o homem soprava o vidro. Interessantíssimo, porém, mais interessante eram as bochechas que o homem fazia, parecia que estava a tocar um trombone de vara.

Fomos ao cabeleireiro, Lourdes e eu, fizemos as unha e cortamos cabelo. Em primeiro lugar nos lavaram os cabelos, não nos perguntaram se queríamos que o fizessem. É uma norma deles. Para cortar ou pentear, os cabelos têm que ser lavados. Os meus quem lavou foi um adolescente, cerca de 12 anos. Aquilo lá enxameia de homens e mulheres, sendo homens mesmo… depois tiram o excesso de água com a toalha e cortam, aliás muito bem, diga-se de passagem. Não foi a mesma moça quem nos fez o serviço, apenas a manicure foi uma só, apesar de ter várias.

Os homens e as mulheres fazem o mesmo serviço, menos os que estão aprendendo, é claro. A moça que nos fez as unhas deve ter gasto cerca de 20 minutos, e são bem feitas, só não gostamos do preço: 100 cruzeiros as duas. O luxo e a vaidade da mulher afunda qualquer homem, se ela não pensar duas vezes no que vai fazer…

Vamos sair agora, pela manhã, em caminho da França. Dormiremos em Aix-en-Provance.

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