Milão, Itália

Milão à vista – vamos ver se é tão “boa” quanto diz o Waldemar.

Praça da Catedral de Milão

Milão agrada ao mais exigente freguês e o mais exigente arquiteto também. É séria pela sua idade e bonita pelos seus monumentos, largas avenidas e jardins. Ela tem uma riqueza imensa na beleza das suas galerias. Elas são diferentes de qualquer galeria que vimos até hoje. Ficam perto da Catedral, que qualquer outra ao seu lado perde o brilho que possuir. Sei que as descrições que faço se tornam monótonas pela repetição dos sinônimos, verbos e etc. Mas sei que vocês compreenderão a minha boa vontade em transmitir um pouco daquilo que os nossos olhos viram e admiraram. E nem é outra a pretensão.

Tenho a impressão que Milão, apesar de também ser velha, foi feita por gente de visão concebida para o futuro.

Para azar nosso hoje é feriado: Proclamação da República Italiana, 2 de junho de 1946. Resultado – tudo fechado.

A maioria das ruas são calçadas com pedras grandes e rosadas. E para não fugir muito ao progresso, prenderam-nas entre si, com asfalto.

Catedral de Milão

Castelo Di Sforza – residência de nobres. O pátio de entrada, antes do fosso para o portão principal, dá três casas da nossa, com quintal e tudo. Em lugar de água tem muitos gatos e gatinhos. Gatos e filhotes encontramos aos montes  nessas ruínas.

Não fosse assim, os ratos e gabirus acabariam com o resto que existe de ruínas. Se eu soubesse disso teria trazido a Min. Será que ela aprenderia italiano?

Uma parte do Castelo é museu. Tem uma sala somente de afrescos de Leonardo da Vinci. São originais. Estudos de nus masculinos e femininos. Rostos, mãos – não tem comparação. A estátua inacabada de Michelangelo – “Piedade ou Pietá”. Artes góticas e romanas.

Jardim Zoológico – É mais um Parque Infantil que zoológico. Tem poucos animais, um elefante com filhotes – sabidos para burro. Dão comida e dinheiro – comida eles comem, dinheiro eles dão ao tratador, duas girafas, um hipopótamo, duas lhamas, um camelo, flamingos, macacos, aves, bichos bravos e crianças de todos os tamanhos, até nós.

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Um pensamento sobre “Milão, Itália

  1. Eu concordo com a vó. Podem dizer o que quiserem de Milão. Eu gostei muito. Sair do metrô e dar no Duomo não tem preço. Acho esse mais bonito que de Florença. Também peguei feriado, Dia do Trabalho, mas mesmo que as lojas estivessem abertas tudo é caro.
    não vi gatos. Mas imaginar os cavaleiros, as armaduras, o fosso com água…só indo para sentir.
    Mas não tem mais aqueles letreiros todos. Me arrependi de não ter experimentado Aperol.

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