08/Junho/71 – Hamburgo, Alemanha

Estava programado sairmos mais cedo hoje de Frankfurt, mas a roupa que se mandou lavar ontem até agora não chegou e temos na nossa frente quase 500 km de estrada até Hamburgo. Tínhamos esperança de chegarmos lá pelas 17 ou 18h, mas nesse cortar creio que só lá pelas 20h. São 9h15.

As partes mais interessantes desta terra não vimos. Deve ter bonitas atrações para o turista, sem ser os seus indecentes cabarés. O que gostamos de verdade foi do restaurante “Maria”, onde fizemos três refeições completas, fora uns sorvetes e cafés que nos serviram uma noite. O hotel em matéria de atenção perde feio para outros desatenciosos que já encontramos. Enfim, podia ser pior.

Meio-dia, só agora chegou a roupa da abençoada lavandeira e ainda assim com duas peças nossas sem passar. A que horas chegaremos em Hamburgo? Só Deus sabe. Enfim chegamos às 19h30.

Seu pai não se conforma em ver que até agora não escrevi nada sobre a Alemanha. A bem da verdade não vimos lugar algum direito, muito menos Munich ou Frankfurt.

Chegamos em Munich no dia 04 (Sexta-feira) e saímos dia 5. Em Frankfurt ficamos três dias, se assim se pode dizer, mas na segunda-feira fomos fazer compras. Não são feias as cidades, ao contrário, são bonitas, cheias de movimento, de limpeza e de ordem. Cidade grande não é meu forte, a não ser que ela tenha a beleza aliada à simpatia, como Zurich (Suíça) e agora Hamburgo.

Alemanha (há poucas fotos da Alemanha)

A vida rural alemã deve ser de invejar, os campos são belos e as aldeias que se vê, espalhadas entre eles, são coisas de romance. As casas têm a mesma arquitetura, telhados muito inclinados para que a neve não se acumule demais e as interessantes águas-furtadas que são os olhos dos sótãos.

De raro em raro se encontra um mau hotel, como foi o caso do de Frankfurt. A fina flor da estupidez, em matéria de hotel, concentrou-se ali no Excelsior. E para nosso desespero passamos lá três dias.

Em compensação o hotel de Hamburgo é a fina flor do requinte, sendo o segundo que encontramos assim. Tem ar de palácio, de casa nobre. A sala de jantar deste último é uma delícia, só que uma noite não dá nem para apreciar.

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