Dinamarca

Saímos em direção da Dinamarca.

Temos que atravessar o mar na altura de Puttgarden. De Hamburgo até aqui a paisagem é deslumbrante aos nosso olhos de brasileiros, que não conhecemos essa ordenação nas coisas bem feitas dos europeus. Isto o sulista brasileiro conhece em parte.

Hamburgo é uma linda e atraente cidade. Ontem demos uma volta de táxi e apreciamos a beleza da iluminação que ajuda a ver melhor as bem arrumadas vitrines. Só nos deu vontade de saltar e andar pelas ruas comerciais comprando com os olhos aquilo que desejaríamos possuir; mas o sono não deu e ainda tínhamos que fazer uma arrumação nas malas para diminuir a bagagem e, consequentemente, o peso delas.

A nossa bagagem aumenta a olhos vistos e o carro está sentindo o resultado disso. Não sei como iremos fazer, pois temos ainda muitas compras a fazer em Paris e Londres.

O que mais gosto dessas casas, nas zonas agrícolas, é a uniformidade até nas cores. Não existem casas caiadas ou pintadas, são de tijolo cozido. E tem mais uma coisa, não existem nas cidades grandes os tais arranha-céus. Mesmo em parques residenciais o máximo de altura são quatro andares. Todos têm sacadas e flores embelezando tudo com uma graça de donzela vaidosa.

Estamos entrando no navio com carro e tudo (a bagagem que diminuímos é para tirar parte do peso nessa viagem). Deixamos o resto da matulagem no hotel, pois retornaremos depois de visitarmos Copenhagen e Malmo.

Como escrevi acima, o navio engoliu um monte de automóveis e até um trem de passageiros. Essa parte do Báltico é mansa como um rio. Diz seu pai, com a confirmação do Sr. Diamantino, ser um braço de mar que separa a Alemanha da Dinamarca.

É imenso e calmo, mas as águas não têm beleza pois o céu vive encoberto. O sol não aparece em Hamburgo e quem o quer ver vai passear na Dinamarca. O mar aqui não tem a agonia que encontramos em Nápoles. O navio vai devagar, seguro e firme ao seu destino, que seja sempre assim pelos tempos afora…

Dentro do mesmo se encontra de tudo: lojas, restaurantes, gente como se estivesse nas ruas, comprando e apreciando as vitrines, comendo sentados nas mesas junto às nossas e até câmbio para troca de dinheiro. O navio aportou depois de uma hora de agradabilíssimo trajeto.

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