Fotografias recentes

Alguns primos postaram fotos deliciosas da nossa matriarca em redes sociais.

Aqui estão algumas delas.

Por Nadine Farias

Por Nadine Farias

Por Neili Farias

Por Neili Farias

por Leticia Dos Reis Farias

por Leticia Dos Reis Farias

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para não perder o costume

Sim, eu sei que o blog está parado. Depois de dias seguidos com posts, ficamos sem material para publicar. D. Fernandina continua produzindo, mas sem pressa. O jeito é respeitar seu ritmo que logo logo teremos histórias novas.

Para não ficarmos saudosos, publico algumas fotografias da família. Só para não perder o costume.

Memórias da Vovó Dina – Sanatório Hugo Werneck

Saí de casa para fazer umas compras e encontrei o carteiro. Nosso conhecido, perguntei ao simpático rapaz se não havia algo para mim. Ele disse que sim e entregou-me uma carta que não era do meu marido. Remetente: Guiomar Berenger. Não sabia quem era. E ali mesmo, abri a carta. Continuei andando, lendo a carta e chorando. Não sei como não tropecei. A carta dizia:

“Conversei com Dr. Orlando, médico de Anthenor, para saber realmente o estado dele”. (Guiomar estava no sanatório acompanhando o marido e, por sinal, eram vizinhos de quarto). A resposta do médico foi esta: – ‘D. Guiomar, a doença maior do Anthenor é a falta enorme que ele sente da família’.”

Cheguei no escritório onde trabalhava meu pai e entreguei a carta para que ele lesse. Leu-a com bastante atenção e voltando-se para mim, disse:

– Se é assim, prepare-se para viajar.

Foi uma revolução. Nunca tinha viajado de avião, mas se a gente for pensar naquilo que precisa fazer pela primeira vez, o medo supera a necessidade, não é mesmo?

Tive que fazer compras em roupa, costurar, planejar, etc, etc, etc. Não lembro quanto tempo levei até tudo estar pronto. O velho Fernando foi quem providenciou tudo.

Meus filhos ficaram com tia Haydée e tia Ester.

documento de Anthenor

Não participei ao meu marido que iria ficar com ele, quanto tempo, meu Deus?

O avião teria que pousar no Rio. Não havia vôo direto para Belo Horizonte. Iria para casa do Saulo Costa, um colega do Banco do Brasil que foi requisitado para receber-me no aeroporto. Ninguém me conhecia. Deve ter havido correspondência entre meu pai e Anthenor. Só sei que foi tudo facilitado para a “donzela” viajar. Desci no Rio e foi aí que me lembrei que não havia trazido nenhum endereço ou roteiro para guiar-me. Papai havia me dito que alguém ia esperar-me, mas quem?

Fiquei na sala de saída dos passageiros, em pé com os mesmos, indo para embarcarem e eu como se fosse, como ia realmente entrar.

De repente ouvi alguém me chamar, era o Saulo com a mulher. O alívio que senti foi enorme. Até hoje os abençôo por isso.

No dia seguinte voltei ao avião. Não sei se era o mesmo. E de lá para Belo Horizonte, não enjoei (na véspera só não coloquei as tripas para fora, porque elas não ficam no estômago).

Baixou o avião, desceu todo mundo e a marinheira de primeira viagem, não se lembrou de ir também de ônibus como os outros. Esperando o quê? Quando alguém da sala de espera perguntou-me se queria um táxi.

Lá fui eu até a capital de mala e cuia ao encontro do meu bem querer.

O carro parou na Agência e se aproximou um homem todo paramentado, só não de chapéu. Uma pessoa completamente estranha para mim. O meu marido estava gordo, quase careca e de bigode! Só o reconheci quando deu o maior sorriso de felicidade!

No mesmo táxi fomos para o sanatório. Quando tempo levamos, não me perguntem. Estávamos tão enlevados que parecia que o tempo não existia.

A vida no Sanatório era uma rotina só. Os visitantes, quero dizer, os acompanhantes iam para o refeitório. Era um salão enorme cheio de mesas para quatro pessoas. Sentávamos nós três em uma mesa: Guiomar, Zilá e eu. Almoço e jantar a mesma coisa. Muitos internos iam para o refeitório. O Anthenor não. Ainda estava de repouso absoluto. O repouso era tão grande que fiquei logo grávida nos primeiros encontros. Não posso lhes dizer o quanto fiquei envergonhada com o sucedido. Fui até ao médico para ver se era engano. Quis enganar a mim mesma.

Na hora do repouso, das 3 às 4 da tarde, tínhamos que fazer silêncio. Muitos iam para o salão destinado para isso. Outros iam para passear. Não sei, nunca perguntei aonde iam.

Lá conheci Marinho, Edgar Falcão, Margarida e sua irmã Madalena ou Lena, d. Anita e a filha doente Nazaré, os irmãos gêmeos Bruno e Breno, Valdir Pires e mais outros que me falha a memória.

Esses dois irmãos, a Irmã, que era responsável por aquele andar e pela tranquilidade dos doentes, colocou-os no mesmo quarto. Pra que? Um dia os dois se engalfinharam e se ela não chega para separá-los, o negócio teria sido bem pior. Não se soube a razão da briga. A Irmã colocou cada um em um quarto, para haver paz e harmonia.

O tratamento do meu querido não estava tendo a melhora que o médico esperava. Então o resultado seria a toracoplastia*, a operação mais brutal que se possa imaginar. E no dia dos reis, 6 de janeiro de 1946, o Anthenor operou.

Os nossos primos que moravam em Belo Horizonte, a Chiquinha e o marido que trabalhavam no mercado com frutas, forneciam às mãos cheias, abacaxis, mangas, goiabas, maracujás, laranjas e tudo que a amizade deles ditasse para nos favorecer.

E transformavam tudo isso em sucos para alegria do meu marido.

O médico, dr. Orlando, disse que nunca um doente ali havia tido uma tão boa recuperação. Eu deixava muito suco para ele tomar na madrugada.

Uma noite eu dormi demais e quem deu o suco foi o Sr. Wenceslau, o enfermeiro mais dedicado que um doente pode ter. Um alemão alto, mais para gordo, simpático como ele só. Servia aos doentes de todo o sanatório.

Em fevereiro voltei para Maceió. Não podia demorar mais. Não tinha como parir lá. Estive 7 meses em Belo Horizonte. Em maio, no dia 2, nascia Flavio Alberoni. Em setembro voltava curado o nosso querido Anthenor.

Fomos para União, devido o clima ameno de lá. Então mais uma gravidez. Voltamos em janeiro e como o Anthenor não suportava o clima muito quente, fomos para Ouro Fino em Minas Gerais.

*toracoplastia: Ressecção parcial ou total de várias costelas, a fim de provocar o colapso do pulmão por retracção da parede torácica.

Viagem no navio Rosa da Fonseca – parte 10

Saímos de Manaus às 24 horas do dia 19. Já estamos em águas do Rio Pará desde ontem às 7h30 da noite quando alcançamos Santarém, a cidade que divide os dois mundos – Pará e Amazonas. Estamos agora atravessando o Estreito de Buioçú que no seu início tem o nome de Furo dos Limões. No estreito serão 6 horas de boa navegação. Chegaremos em Belém lá pelas 3 horas da madrugada e sairemos às 15.

Tomara encontrar lá a cabeça de índio que a Regina pediu. Em Manaus não encontrei. Aonde nos informaram, tinham vendido aos padres, na véspera, cerca de 600 peças.

Encontrei a cabeça do índio da Regina em Belém. Estivemos no museu Emílio Goeldi, pena que aquilo esteja um pouco abandonado. As onças estão magras, tristes, sem vida. Onde vivem as antas tem lama e mau cheiro. Vi cinco sucuris. Para “utilidade” delas, creio que já tem demais. Gaviões de coleira branca e comuns, urubu re, araras grandes e pequenas, pássaros de toda a espécie, empalhados ou não. Bichos de pelo de todos os tamanhos e raças. Pedras preciosas. Trabalhos de índios, atuais e pré-históricos. Sei lá mais! Não dá para descrever vendo, quanto mais de memória.

A paciência dos homens, em especial do falecido criador do Museu, é de estarrecer. Calculem os grandes museus! As plantas, árvores gigantescas. Numa grande árvore, fiquei perdida no seu tronco para tirar o retrato. E mais coisas que a minha cabeça não dá para lembrar.

O navio está balançando outra vez. Desde ontem que saiu do rio e está navegando no mar.

Igreja do Carmo, centro de Fortaleza, década de 70

Chegamos em Fortaleza. Duas horas para descer, dar uma corridinha até a cidade e voltar. A escada quebrou, uma senhora caiu de cima. Não sei como não fez um estrago maior. Oh! Agonia louca! Almoçamos à 1 hora e o navio também saiu do porto na mesma hora.

Ontem de noite houve uma festa de despedida dos cearenses que também estavam em excursão. A recepcionista Herotildes é quem organiza tudo. Houve concurso de beleza – foi eleita uma pernambucana, Maria Helena Monteiro. Das que estavam aqui, era a melhor. Uma sra. do Ceará fez a letra e a música de um frevo para a despedida. Cantaram, recitaram, a orquestra de bordo, aliás muito boa, tocou muito e foi tudo muito animado e divertido. Nós viemos para o quarto era meia noite e a festa ainda ficou rolando lá em cima. Hoje não fomos ver o bingo. Ficamos conversando com mais três casais. Dois de Joinville e um de Curitiba. Aqui tem até norte-americanos. Tem um casal com cinco filhos, outro com dois e saltou um pastor, que veio de Manaus com a família passar as férias em Fortaleza.

É assim o nosso Brasil! Tem de tudo!

(fim das postagens de Minhas Viagens)

Viagem no navio Rosa da Fonseca – parte 8


Manaus na década de 60

Dia 16 de junho de 1969

Passamos a cidade de Óbidos hoje cedo e agora cerca das 6 horas, a cidade de Itacoatiana. Chegaremos a Manaus lá pelas 2 da madrugada.

Chegamos e saímos. Quem não conhece Manaus tem a exata impressão de que a cidade é feia acanhada, sem atrativo nenhum. É justamente ao contrário. Todas as praças são ajardinadas, decoradas com estátuas, obeliscos, fontes, bancos. Algumas, muito grandes (duas ou três), têm coreto ou um barzinho para lanches. A praça da Matriz é enorme. A praça mais nova é a da Bola (tem um nome ilustre decorando-a, mas só é conhecida por Praça da Bola pelo seu estilo em forma de esfera), é pequena em relação as outras, mas é muito bonita e agradável com a sua fonte decorativa. Ruas largas, avenidas bem amplas. Tudo muito simpático – como de um modo geral é o amazonense.

Quando saltamos, fomos diretos em casa do Sr. Tomé, pai do Luiz. A alegria da recepção valeu a caminhada que fiz até o meio do caminho. Sim, porque na metade, o seu pai resolveu chamar um taxi. Eu já estava me recusando a andar mais. Não eram ainda 8 da manhã e estava um calor de mês de fevereiro aí em São Paulo. Eles estavam esperando o motorista chegar para ir com as duas filhas moças nos esperar no cais, mas nós chegamos primeiro. O carro (eles têm taxi na praça) ficou à nossa disposição durante os dois dias que passamos em Manaus.

O nosso primeiro passeio foi a Ponta Negra. Chama-se assim por ser uma ponta de terra que avança sobre o rio Negro e forma uma praia que em formato imita Copacabana. O rio está cheio, não deu para vermos direito. Diz que aquilo em fim de semana fica cheio. É muito agradável e é um verdadeiro oasis para tanto calor e sol. Fica há 18 ou 20 Km de Manaus. Lá tem um bar-restaurante e mesas com guarda-chuva de palha espalhados pela beira da praia. O impressionante da história toda é que o rio é Negro mesmo. A água ao tocar as pedras na formação das ondas dá a impressão que derramara toda a produção de coca-cola do mundo.

O teatro de Manaus é magnífico embora um pouco maltratado pelo tempo. Tão maltratado quanto o de Belém. No salão nobre do teatro tem pintado no teto uma cena da mitologia com Minerva. O interessante é que de qualquer lado que você esteja dá a nítida impressão que Minerva está nos observando. Lindo, lindo! Só tem um porém para mim: o Teatro da Paz em Belém é mais alegre, o de Manaus é triste por sãs pinturas onde predominam as cores escuras. Essa primeira parte do passeio fizemos com Maria dos Anjos e Margarida – irmãs do Luiz.

Não são moças bonitas, especialmente a mais das duas, dos Anjos. A Margarida deve ter seus 19 anos. É a mais expansiva das duas. A dos Anjos não fala muito e nos dá a impressão de amargura ou tristeza. O que talvez seja apenas timidez.

Fomos tratados como príncipes. Não sei de que país, mas é mesmo assim. Visitamos um dos Balneários (tem vários). Eles aproveitam um igarapé (corrente de água que foge, ou se desgarra do seu mestre e senhor, o rio) e formam um conjunto residencial. São simples bangalôs e têm mesmo casas boas e grandes e ali passam fins de semana ou mesmo férias. Visitamos o Guanabara. Eles aproveitam os igarapés até para fazer banhos públicos.

Almoçamos na terça-feira (17) no melhor restaurante da cidade: Alvorada. Não é central, mas é agradável e se quiser tem um aposento com ar refrigerado.

Jantamos com o Sr. Lourival (pai do Lourival, lembram-se dele?). O convite feito pelo velho senhor e os filhos com suas esposas mineiras de Itajubá. A mulher do Lourival, não lembro dela. Era muito amiga da Marli – Ana Lucia. Tem um apelido, não lembro qual. Não achei que haja muita paz entre os dois. Ela se trancou um pouco e não procura mais as primas (no caso, as irmãs do Luiz) e vive muito isolada. O Lourival por sua vez, gordo como um porco, só pensa em dormir. O outro, Roberto, não me lembro nada dele e muito menos dela. Muito simpática, miúca, engraçadinha. Soube captar a simpatia dos parentes e é bem mais feliz que a outra.

Foi uma noite bem agradável. A gente se sente sempre bem quando é bem recebido onde quer que vá. O interessante é que de todos os que sabemos dos passageiros, nós somos os únicos a quem os amigos esperam – isto é, temos amigos em cada porto. Os outros têm parentes esperando. Os amigos, quando não estão presente (Belém foi assim), fazemos amigos e os deixamos certos que são gente boa, agradável.

(continua… aguarde a próxima postagem de Minhas Viagens)

*a fotografia faz parte da edição especial Retrato do Brasil, da Revista Manchete, de 1968.

Viagem no navio Rosa da Fonseca – parte 6

Dia 12 de junho de 1969

Faltam 20 minutos para as 6h. Ainda não anoiteceu, o que é fácil ver aqui no Norte. Desde cedo que estamos em águas paraenses. Chegaremos ao porto lá pelas 22h. O calor é bravo e eu não trouxe um vestido de linho. Acabei de por de molho em água de sabão o de jérsei. Estava muito suado e o jérsei suado tem um cheiro horrível. Eu vou subir agora. O ar refrigerado do navio nos alivia um pouco da temperatura de fora e por isso vou ficar no salão de leitura até a hora do jantar. Seu pai já tomou três banhos até agora. Até logo.

Dia 13 de junho de 1969

Belém na década de 60.

23h – O navio saiu às 10h não sei se por ter passado mais tempo em Belém do que em Fortaleza, o fato é que Belém me encantou.

Quem não a vê, não pode fazer uma idéia do que seja aquilo. É grande, bonita e alegre. Mesmo as ruas estreitas de Belém velho e as ruas sujas do cais e proximidades, simpatizamos  são enormes e agradáveis. Muito bem delineadas e cuidadas. Em todas elas existem belos monumentos históricos – mas, vamos ao princípio.

Chegamos à noite e demos uma volta atrás de sorvete (a falha que não existe em Fortaleza – em Belém não existe uma boa e agradável sorveteria). Em Fortaleza em qualquer ponto da cidade tem boas, pequenas, mas agradáveis. Em Recife também tem agradáveis sorveterias. Em Belém só têm em ruas estreitas e de pouco movimento. No centro tem um em caixas como Kibon, fabricação da casa, que vendem nas ruas ou nos bares e restaurantes. São todos bem batidos e de fruta mesmo. Não encontrando o que queríamos, fizemos outro lanche no próprio cais, na entrada para a cidade, onde tem um monumento à Antonio Teixeira, fidalgo português (pelo menos a roupa o indica), muito elegante, com o seu chapéu de plumas (vou procurar saber o que ele fez para dizer).

Depois se inicia a cidade propriamente dita com o cruzamento de duas avenidas: Presidente Vargas e Castilho França. As mangueiras que enfeitam, na minha opinião,  enfeiam  a cidade,  algumas têm mais de cem anos. Algumas carregam tanto que quebram galhos e às vezes a própria árvore.

Na Avenida Presidente Vargas está a maior parte dos bancos, os correios, casas de comércio, restaurantes e bares. A Praça da Republica é imensa, sombria. Tem um monumento à Republica muito bonito. Fomos à casa do Sr. Bensadon, muito simples e de uma simpatia extrema. Vivem três famílias em uma só residência. Todos centralizados por d. Sol. Ele, os filhos casados têm ao todo nove filhos. Já imaginaram esse povo todo recolhido, conversando, gritando (as crianças), teimando… coitada da velha senhora. Não é à toa que se chama Sol (a acolhida é total).

Fizemos lá uma refeição e nos convidaram para voltar, almoçarmos com eles.

Na volta eu não quis, não sei porque, descer. Estávamos cansados. A viagem foi muito agradável, é verdade, mas o sobe e desce cansava e cansamos muito.

Arrependo-me até hoje da grosseria. Tenho pra mim que eles estavam nos esperando para também mandar alguma lembrança aos parentes. A verdade é que Sr. Bensadon se afastou de nós.

Houve um fato interessante com a família desse senhor. Ele tinha uma filha chamada Ester, a mais velha que estava noiva de um primo. Eram judeus e o noivo também. Vocês sabem que judeu só se casa na sua grei.

O casamento foi muito bonito, com recepção e tudo mais.

Quando já estavam casados há uns dois meses, o pai foi visitar a filha e encontrou-a chorando. Grávida já, disse ao pai, que ficou preocupado ao ver as lágrimas da filha, que era devido ao estado que se encontrava. Não sei se o pobre homem acreditou. Passados alguns dias, voltou em visita a Ester. O quadro era o mesmo. Ele forçou-a a contar e ela chorando mais ainda, confessou que o abençoado marido a espancava.

Imediatamente mandou a filha pegar tudo que era dela e a trouxe de volta ao lar onde nunca devia ter saído. Lá deu a luz a uma menina.

Não tivemos mais notícias deles.

O Sr. Bensadon era fiscal do Banco do Brasil e por isso sei deste drama todo.

Uma ocasião ele chegou à nossa casa cansadíssimo. Morava longe de nós e veio a pé até ali. Os judeus têm o dia do perdão e isso parece ser a celebração e que levam muito a sério.

Eu perguntei a ele se tinha perdoado ao filho que havia casado com uma cristã. Ele praticamente não me deu nenhuma resposta.

Era uma boa alma o nosso amigo Bensadon.

(continua… aguarde a próxima postagem de Minhas Viagens)

*a fotografia dessa postagem faz parte da edição especial Retrato do Brasil, da Revista Manchete, de 1968.

laço de fita

Fernandina e seus filhos Ariel, Percival, Regina, Failde e Araken - anos 40, Maceió.