OS BAILES

Durante alguns meses com pena da solidão dos estudantes de engenharia, lá em Itajubá, organizei uns bailes para animar um pouco a vida daqueles pobres coitados.

Luiz e Segrid, Domingos e Sidel e mais alguns que não me ocorre, são os casais que se fizeram nesses bailes. A velhice, às vezes, causa um transtorno aborrecido.

Só sei que me sentia muito feliz em proporcionar tanta alegria a tantos jovens que se achavam longe de suas famílias.

Se fiz algo errado, espero que me perdoem.

Quando dava meia noite, sob o protesto dos dançarinos, eu desligava a eletrola.

Puxando na memória, ajudada pela Anajas, lembrei de alguns que frequentavam a nossa casa: José Louro, José Lieb, Peter, Gilberto Arenas (peruano).

Se eu tivesse vontade plena, nunca teria saído de Itajubá. Fomos plenamente felizes naquela terra abençoada de Minas Gerais.

A vizinhança era a melhor possível. A d. Lourdes com a sua alegria, apesar de todos os tropeços da sua vida. A Amelinha com a sua bondade e várias pessoas que nos tocaram o coração, afora os 5 filhos que são mineiros.

Deus abençoe a todos.

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O MEU FILHO AGNALDO ARICÊ

Agnaldo teria uns 2 anos e estava subindo a escada da sala de jantar que ia para os quartos e o escritório. Se apoiando nas suas mãos e nos pés. O Luiz Araújo, nosso primo perguntou-lhe:

– Aonde você vai, Agnaldo?

E ele respondeu muito enfaticamente:

– Oê papai.

Isso se passou em Itajubá.

Na sua linguagem era: vou ver papai.

O MOTORISTA

Bregeco era o motorista o Anthenor em Itajubá.

Um dia ele teria que chegar cedo para uma viagem do meu marido e ele estava atrasado um bocado. O “seu” Farias já estava impaciente quando finalmente chegou o nosso amigo.

Perguntei por que ele atrasara tanto. Ele respondeu: – É que fui levar uma senhora na maternidade e fiquei esperando o resultado. Pois a senhora acredite, nasceu um menino de 10 kg.

– Misericórdia, seu Bregeco! Como pode uma coisa dessa!?, disse eu.

– Pois é, dona Fernandina. É o fim do mundo!

Passados alguns dias ele voltou e eu perguntei sobre o pequeno fenômeno, no que ele respondeu: – Morreu, sim senhora. Também com esse tamanho não podia viver, não acha?

Era um bom homem, respeitador e educado, mas para mentir, não tinha outro em Itajubá.

Memórias da Vovó Dina – NILCE E GRANJA – AIDIL E PAULO

Duas irmãs completamente diferentes no gênio e no modo de ver a vida.

Nilce amava o primo a quem ela chamava Duardinho, mas ele não dava mínima a ela.
Edvaldo vivia com a mãe e um irmão. A Nilce tinha mais irmãos.

D. Ester ficou viúva quando Aidil era menina ainda. Devia ter uns onze anos. Foi uma vida sacrificada da pobre mulher.

Mas voltando às duas: o Edvaldo um dia foi me visitar e eu o interpelei sobre a Nilce: – Por que ele não a queria, sabendo do amor que ela nutria por ele?

Ele prometeu pensar no assunto e…. casaram para felicidade deles e aborrecimento da Olivia, mãe do nosso protagonista.

Casado o outro irmão, Edberto, a mãe em má hora foi morar com eles. Acontece que a nora não se “bicou” com ela. Então o “cristo” foi a Nilce.

O Edvaldo trabalhava no B. B. e foi indicado para União.

Fomos para lá. O Anthenor era inspetor (não sei se era esse o nome) de subagências. Fomos para União de mala e cuia. Aonde ele ia, levava a família.

Gostei muito principalmente por causa da Nilce.

Um belo dia encontrei-a chorando. Quis saber o motivo e ela me disse do desprezo com que a sogra a tratava.

– Por que você não conta a Edvaldo, Nilce? Afinal de contas ele é seu marido e filho dela.

Foi o que a menina fez. Ele foi me ver e contei tudo que estava acontecendo em sua casa.

Ele falou com a mãe e eu arranjei uma inimiga.

Aidil casou com o Paulo e Anthenor o trouxe como contínuo para o B.B.

Não tiveram filhos, mas em Itajubá a casa deles era o escoadouro dos meus filhos mais velhos. Também foi para mim um grande braço direito nos momentos em que mais necessitava.

Quando eu tive Haydée em Ouro Fino, a tia Haydée me disse que tendo outro filho, não a chamasse mais. Levei a recomendação ao pé da letra e quando foi para a chegada da Siomara, pedi a Adalzinda, mulher de Ernesto Jatobá que me viesse ajudar.

Depois desse drama é que chegou Aidil em Itajubá.

Que Deus na Sua Bondade infinita os abençoe a todos, estejam aonde tiverem.

Papai e o Barão

No ano passado, 2009, estivemos em Belo Horizonte, por ocasião das Bodas de Ouro da Marinete e Juraci. Foi um fim de semana maravilhoso e eu, no ônibus que nos levou do aeroporto ao hotel, contei essa história do papai e do barão e todo mundo achou deliciosa. À noite tive de repeti-la, já que uma parte da família não tinha vindo no mesmo vôo e portanto, não ouvido a história.

Depois veio a sugestão de que eu a escrevesse, para que as gerações futuras e aqueles que ainda não a conhecessem pudessem desfrutar dela.

Quando a Maíra teve a idéia do blog, resolvi postá-la aqui, porque acho que se encaixa perfeitamente com o contexto:

Em 2002, a agência do Banco do Brasil em Itajubá completou 50 anos de fundação. Exatamente minha idade. Nasci lá, em 1952.

Inauguração da agência do Banco do Brasil em Itajubá, em 1952. Ao lado direito do Anthenor, de terno escuro, está o Dr. Vicente Vilela Viana (médico que colocou no mundo Siomara, Ester e Arnoldo).

A agência preparou uma festa para comemorar o aniversário e meu pai, na condição de fundador da agência, foi o convidado especial. Fui e voltei dirigindo o carro para ele, já que ele não dirigia mais há alguns anos, devido à idade e à quase cegueira, que o impossibilitava de dirigir e ler, coisa que o incomodava bastante, leitor ávido que sempre foi.

Na viagem de volta, pôs-se a contar suas experiências naquela região, com riqueza de detalhes e lembranças:

Na região, àquela época, só existia o Banco de Itajubá, que supria, muito sofrivelmente, as necessidades de crédito e outros benefícios que um banco pode oferecer.

A intenção do Banco do Brasil era de entrar com agressividade, oferecendo empréstimo rural, para incentivar a agricultura e consequente crescimento do povo.

Meu pai contratou um motorista* e percorria aquelas terras, sem nada agendado previamente, visitando sítios, fazendas, conversando com os agricultores, pobres ou ricos, explicando as intenções do Banco, ganhando-lhes a confiança, algumas vezes com muita dificuldade, porque a desconfiança do mineiro é algo muito conhecido até nos dias de hoje.

Foi assim que ele ficou sabendo do Barão, que possuía, no município de Carmo de Minas, uma fazenda enorme, com grande potencial de se tornar um excelente cliente.

E assim, saiu cedo de Itajubá, parando aqui e ali em alguns sítios, pretendendo chegar cedo à fazenda e voltar para casa a tempo de almoçar.

Só não contava com um alagamento na estrada, que atrasou seus planos, só chegando à fazenda do Barão lá pelas 2 da tarde, morrendo de fome e cansaço.

– Eu era magro, mas tinha um apetite enorme, minha filha. Comia como um condenado.

O homem o recebeu meio ressabiado, mas o convidou para entrar. Sério, de poucas palavras, sua figura correspondia exatamente às descrições que meu pai havia recebido.

Patriarca convicto, sizudo, tinha também 13 filhos, que, à medida que iam casando, mandava construir uma casa dentro de suas terras e assim mantinha todos à rede curta.

As refeições eram feitas na Casa Grande, com a presença de todos os filhos e somente os homens à mesa. As mulheres e crianças ficavam recolhidas à cozinha, como convinha aos costumes do Patriarca.

Meu pai começou explicando as intenções do Banco e pouco a pouco sentiu que o Barão ia cedendo aos seus argumentos. Sentia-se perfeitamente seguro ao expor os planos do Banco. Seu receio era somente que o Barão escutasse o ronco de seu estômago vazio e cheio de fome.

Lá pelas 3 horas, eis que é servida a merenda e os olhos de meu pai se encheram com a visão da mesa farta, cheia de quitandas e pães e queijos caseiros, além de compotas e geléias. Atacou tudo aquilo com tal voracidade que, ante o olhar espantado do Barão, foi obrigado a confessar que tinha perdido o almoço e estava varado de fome.

Este então, certamente vencido pela franqueza da visita, convidou-o para almoçar um dia e que levasse a esposa, ao que meu pai respondeu que aceitava o convite com prazer, mas com uma condição: que a Sra. Baronesa participasse também da refeição.

-Eu era muito atrevido, minha filha! Veja se isso era exigência que se fizesse a um homem tão austero, que tinha acabado de conhecer e ainda mais um Barão!

E assim foi feito e surgiu então a partir daí um relacionamento baseado em confiança mútua.

Foi instalada uma linha telefônica entre o Banco e a fazenda e toda vez que o Barão necessitava de recursos, ou caixa para pagar os empregados, bastava ligar e o dinheiro era enviado através de um mensageiro, ou meu pai o levava pessoalmente.

Anos depois, o Banco limitou a linha de crédito a um valor pequeno para cada agricultor, que nem de longe supriria as necessidades do Barão para comprar as sementes necessárias para sua plantação.

Meu pai viu-se num dilema, porque isso poderia significar o fim de uma relação harmoniosa, a muito custo conquistada e à provável evasão de uma conta importante do Banco.

Foi pessoalmente à fazenda conversar com o Barão com uma ideia, mais uma vez nas palavras dele, “atrevida”, mas que achava, ia resolver o impasse.

Propôs ao  Barão que dividisse as terras entre os filhos, tornando cada um um proprietário, podendo então abrir uma linha de crédito para cada um deles, o que seria o bastante e ainda sobraria, para bancar toda a plantação e colheita.

O Barão pensou um tempo  e acabou concordando, mas declarou não ter recurso para lavrar as escrituras, ao que meu pai respondeu:

– Pois faremos um “papagaio” (para quem não sabe, desconto de notas promissórias) e com a venda da colheita, o senhor terá recurso necessário para pagar tudo.

Os filhos do Barão foram os que mais gostaram da solução, pois viram-se donos de uma terra que acreditavam só teriam direito após a morte do pai.

Em 1960, meu pai foi nomeado gerente da agência de São Caetano e mudamos todos para São Paulo. Foi depois gerente de Santo André, São Bernardo e finalmente Luz, onde se aposentou.

Vários anos depois de ter saído de Itajubá, foi passar uma Semana Santa com minha mãe e mais um casal de amigos, Sr. Walter Real, também  do Banco do Brasil e D. Lucy, sua esposa, em São Lourenço, no sul de Minas.

Na sexta-feira pela manhã, as mulheres queriam fazer compras, mas papai teve outra idéia. Disse ao amigo:

– Walter, vamos deixar as mulheres aqui e vamos percorrer essas estradas, que eu conheço como a palma da minha mão.

Saíram de carro e foram dar em Carmo de Minas, onde a procissão estava começando a sair da igreja e avançando pela rua.

Meu pai, que estava na direção, foi seguindo bem devagar, mas notou que as pessoas olhavam para trás e começaram a cochichar, até que os que estavam à frente se voltaram e foram até o carro, fazendo-o parar e gritando:

– Seu Anthenor, seu Anthenor! Há quanto tempo!

Eram os filhos do Barão, os filhos destes e toda a parentada. Fizeram o carro parar, tiraram meu pai e seu Walter lá de dentro e foram até a praça conversar e saber e contar as novidades.

Levaram os dois para almoçar e só os deixaram ir embora à tarde.

Já de volta, dentro do carro, seu Walter começou a rir, a rir cada vez mais e ante o espanto do meu pai, ele falou:

– Eu tinha de viver para ver isso: o Farias acabar com uma procissão em pleno estado de Minas Gerais, o Estado mais carola do Brasil!

*Não poderia deixar de ressaltar aqui um detalhe sobre o motorista, contratado por papai. Ele era conhecido como Brejeco, um sujeito simples, caipirão mesmo e, ao ser indagado de onde havia surgido esse apelido tão pitoresco, explicou a meu pai:

“- O primeiro carro que comprei era feio, velho, quase caindo aos pedaços e pior, sem freios. Levei meu pai para um passeio exibindo o carro para ele, mas na primeira ladeira de paralelepípedos o freio não funcionou e o carro disparou ladeira abaixo. Meu pai, apavorado, começou a gritar:

– Brejeca, meu filho, brejeca!!

De tanto contar essa história, o povo passou a me chamar de Brejeco.”

Impagável!

Memórias da Vovó Dina – parte 33

Siomara

O médico havia recomendado só ficar grávida após 2 anos de cirurgia. Com 1 ano e alguns meses depois nascia Siomara. Por isso foi cesárea. O interessante é que Ester, Agnaldo e Arnoldo foram partos normais! Dá para acreditar?! E assim se confirmou a profecia da parteira D. Evangelina Botelho, quando eu tive a menina morta: – Quando você tiver o décimo filho, vai ter problema.

Acertou na mosca.

O melhor ou o pior de tudo é que quando tive a Haydée, a minha tia, que era quem me assistia nessas horas, me disse:

– Se você tiver outro filho, não me chame.

Chamei então, Adalzinda. Foi ela quem me socorreu. Estava certa que a criança chegaria em fins de maio, mas criança não diz quando nasce, e ela ficou conosco cerca de 2 meses. Abençoada seja, pelo apoio que nos deu.

A tia não gostou de ter sido substituída. Não se lembrava do que havia me dito. Ela devia estar muito cansada. Realmente, ela e a tia Ester trabalhavam muito. Na casa em Maceió, ainda tinha vovó Januária, tia Bertulina e Jurací.

Irmãos e amigos reunidos: aniversá‡rio de 2 anos da Siomara (1954)

A tia Haydée era costureira e tinha uma grande clientela. Caprichosa como ela só, não admitia um erro na costura.

Ester, aos 7 anos (São Paulo)

Sei disso porque aprendi a costurar com ela. Failde e a irmã Floristela não suportaram a perfeição da tia. Desmanchar costura não era com elas. A aprendizagem aconteceu em Rio Largo.

Itajubá foi a nossa vitória, tanto no trabalho do Anthenor, como na vida de um modo geral. Bons colégios, boas vizinhanças, amigos simples e bons. Gente simples e cordata.

Em Ouro Fino ficamos 2 anos e 9 meses. Em Itajubá ficamos 9 anos e 9 meses. Não sei por que os nove meses, mas a verdade é que aconteceu tudo isso, até virmos para São Paulo.

Agnaldo e Arnoldo

O resto vocês conhecem de sobra.

Fomos felizes ontem e depois. Havia os tropeços que muitas vezes não podiam ser evitados. Vencemos com o amor multiplicado pela família que é o nosso verdadeiro tesouro.

Ele, o nosso Anthenor partiu para as plagas do infinito, mas venceu galhardamente a vida afanosa, escolhida pelo amor imenso que tinha por nós.

Deus na sua infinita bondade nos deu por acréscimo, o que mais precisávamos: Paz, Amor e União.

(fim das postagens da série Minha Vida)

Memórias da Vovó Dina – parte 31

Anajas, HaydŽée e Joana

Mudamos de casa e essa era melhor. Mais nova que a outra e mais arejada. Empregada doméstica era um Deus nos acuda. Precisamos buscar a Joana em Maceió. A tia Ester fez uma matula para a pobre trazer que foi um castigo. O que havia de fruta e mais coisa que não me recordo, deu o que fazer à pobre mulher. O Osmar e Wilmar tiveram que esperá-la no aeroporto. Esperou-os por horas até que um senhor teve pena dela e levou-a para sua casa. A sorte é que ela estava com o endereço dos dois e no outro o abençoado senhor se comunicou com eles que haviam chegado atrasados para buscá-la e a levaram com a grande bagagem para a Rodoviária via Ouro Fino. Foi um verdadeiro drama.

Fomos para Itajubá e ela foi conosco. Depois veio a Josefa, irmã de Joana,  que estava na casa do Osmar. Perguntou-me a Ana Maria se eu não a queria porque ela não estava suportando o assédio do marido com a referida Josefa. O Osmar era muito boa pessoa, mas nesse ponto era muito safado.

Itajubá, década de 50.

Ficaram as duas na nossa casa até quando viemos para São Paulo. A Joana com as duas filhas e a Josefa foram morar juntas, mas não deu certo. Joana foi para o Rio e a outra ficou em Itajuba. Sei que teve uma filha e estava muito bem, obrigada.

Viemos para São Paulo. A casa era menor que a nossa de Itajubá. Tinha 3 quartos em cima e um porão onde ficaram os meninos menos o Ariel, que ficou com a mulher em Itajubá.

Agnes e Ísis, as primeiras netas (1962)

O casamento do Ariel foi com o gosto dos pais da Shirley, mas a avó, dona Filomena, não queria que a neta, dodói dela, se casasse, pois ela havia sofrido muito em seu casamento. Morreu um mês antes do casamento da neta. No começo a vida deles não foi fácil. Parece que no começo brigavam muito. Tanto era assim que uma noite ela chegou à casa dos pais com a mala dizendo havia voltado. O Sr. Djalma imediatamente foi dizendo que o lugar dela era ao lado do marido. Logo depois ficou grávida da Agnes e tudo se harmonizou.

Shirley, Ariel e Agnes (1960)

Nasceu a filha e quem a assistiu foi a Filhinha. Quando ficou esperando a Isis, ela me pediu para ficar com ela. Nós já estávamos em São Paulo. O Ariel que me levou e no dia em que apareceram os sintomas fomos para a maternidade.

Passamos a noite, ela e eu, sentadas nas cadeiras e o Ariel dormindo na cama de solteiro do quarto. De manhã, por volta das 6 horas, eu o chamei e a Shirley foi para a cama. Vi que o negócio estava apertando e saí para chamar a Irmã que estava indo à missa.

Eu disse a ela o que acontecia e ela me respondeu que ia à missa.

Então eu, educadamente repliquei: – Não vai, não senhora, só depois de acudir minha nora. Ela entrou no quarto e logo providenciou a vinda do médico. Não demorou muito e a Isis nasceu.

Foi tudo muito bem, graças a Deus.

(continua… aguarde a próxima postagem de Minha Vida)