Itália

Rapalo – 30 km de Gênova. Cidade de veraneio bonita e alegre. Estradas cortadas por túneis com lindas paisagens. A Itália acidentada torna-se fácil de ser vista e admirada, cortada por cidades de veraneio. A Riviera Italiana é mais séria, mais senhora-moça que a Riviera Francesa.

Chiavari – outra cidade de veraneio

Carrara – a cidade do mármore

Trattoria da Clara, a caminho de Pisa.

Vocês não são capazes de imaginar, mas nós acabamos de comer sururu no anti-pasto. Sururu ou mexilhão, marisco, camarão tipo mignon, lula, tudo arrumado numa travessa com um delicioso molho. Na outra, pequenas torradas cobertas de patê de fígado de galinha e presunto.

Não tenho descrito, até agora, aquilo que temos nos deliciado com as cozinhas maravilhosas que são as portuguesas, francesas e italianas. Não paga a pena só descrevê-las, se vocês pudessem partilhar dessas coisas maravilhosas, então sim, a nossa satisfação seria dobrada.

O restaurante é um amor. É no caminho para Pisa e se chama Trattoria da Clara (Trattoria quer dizer casa de pasto – sendo a tradução mais literal). A Lourdes, como sempre, lambiscou do prato do Waldemar. Diz ela: é porque, se fizer mal a ele, fará mal a ela também. Como desculpa para a gulodice… é a melhor! Comemos muito bem e brincamos ainda mais.

A nossa interpretação do italiano, do francês e casteliano é a “melhor” possível. Os nossos guias e intérpretes, Waldemar e o Sr. Diamantino, se vêm em papos de aranha para satisfazer a nossa vontade em pedir as coisas e, principalmente, comidas.

O local onde está localizada a Trattoria é perto de “Viareggio”.

Piazza del Duomo de Pisa – Ditado pelo Waldemar, depois de ter ouvido pelo telefone que, mediante uma moeda, ouve-se em 4 línguas, depende da escolha: inglês, italiano, alemão e francês.

Antes de começar a descrição é preciso explicar: a Piazza (Praça) compreende 3 edifícios em estilo mourisco (creio eu) de belezas incomparáveis. Tem um gramado lindo!! O edifício maior fica no centro – é a igreja. Muito bela por fora e, por dentro, é uma obra de arte, não só na sua concepção como na beleza diferente dos altares. De modo geral as igrejas têm maior beleza no altar-mór, esta não, todos são bonitos, com telas de artistas italianos célebres e imagens representando, como as pinturas, cenas do velho e novo testamento e vida dos Santos.

Na frente da Igreja fica o Batistério, todo trabalhado em marfim, em círculo de uns 20 metros e de uma imensa altura, pois a acústica dele é o que há de mais notável. Um homem que estava na porta, fechou-a e cantou, cantalorando e bateu palmas. Pelo postal vocês verão a beleza que é o Batistério. Esqueci de falar no teto da Igreja. É trabalhado em talha toda dourada – perfeito.

Piazza del Duomo de Pisa: “De cabeça para cima não sabemos o que mais admirar, se a beleza arquitetônica, se a ideia do homem em imaginar aquilo que serviria de atração principal para a sua rica cidade.”

Por trás da Igreja está a Torre de Pisa. Tem-se a impressão que ela vai cair a cada hora, parecendo que somos bonecos de pano ao lado dela. De cabeça para cima não sabemos o que mais admirar, se a beleza arquitetônica, se a ideia do homem em imaginar aquilo que serviria de atração principal para a sua rica cidade.

E aqui começa a história ouvida pela Waldemar: a Torre inclinada de Pisa começou a ser construída em 1174, pelo arquiteto Bonomo. Fez até o 3º andar, ficou parada 90 anos. Outros artistas a recomeçaram e chegaram ao 8º andar. A primeira grande dúvida do turista é se realmente foi construída inclinada ou teria o terreno cedido depois de edificada. Existem duas versões e a mais exata é aquela que a vontade do seu idealizador quis registrar, ou seja: a de que a inclinação da Torre significava a decadência do reinado pizantino que se pronunciava.

Arquitetos, porém, posteriores ao início da obra são unanimes em afirmar que a inclinação que se observa é devida à depressão do terreno onde foi construída, tese esta controvertida pela simples análise de construções da mesma linha arquitetônica que lhe são circunvizinhas.

Missões científicas de todo mundo, todavia e principalmente da Inglaterra, no afã de preservar para a humanidade um monumento de tanto valor histórico, houveram por bem tomar as medidas acuteladoras, qual seja, a injeção de cimento em seus alicerces de mais ou menos 3 metros. Mantém hoje na Torre aparelhos de alta precisão, que registram qualquer alteração em sua atual inclinação, possibilitando a correção de qualquer anomalia que por ventura se verifique.

Suas características aproximadas são:
Peso = 15 mil toneladas / Altura = 54 metros / inclinação em relação ao nível do solo = 4,94 metros / diâmetro interior = 7,30 metros / diâmetro exterior = 15,40 metros

No pináculo da Torre existem, instalados, sete sinos gravados com alegorias que tocam músicas variadas. A cidade é deliciosa, apesar de secular, não vimos becos estreitos e escuros, não visitamos toda, pois só passamos uma noite em um hotel muito simpático, com comida deliciosa. A zona comercial é muito bem arrumada, mas os preços são de amargar, não fica nada a dever os daí (nossos).

26/Maio/71 – Pisa

13h – saímos de Pisa, almoçamos na estrada no Bar Restaurante “Albergue Duo Pini”.

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