BRINCADEIRA DE RODA

Oh! Rosa, rosa, amarela,
Oh Rosa, amarela eu sou
Oh Rosa, rosa amarela
Rosa branca é meu amor.

Sacudi meu lenço branco
Por trás da sacristia
Bateu na cara do padre
Isso é mesmo o que eu queria.

Oh Rosa, rosa amarela….

Sacudi meu lenço branco
No buraco da parede
Quando vejo meu benzinho
Bebo água sem ter sede.

Oh Rosa, rosa amarela….

Menina, minha menina,
Cabeça de melancia
Um beijo da tua boca,
Me sustenta 15 dias.

Oh Rosa, rosa, amarela….

Sete e sete são catorze,
Três vezes sete, vinte e um
Quem quiser que assoletre
A paixão de cada um.

Oh Rosa, rosa amarela….

A laranja de madura
Caiu n’água, foi ao fundo
Os peixinhos responderam,
Viva D. Pedro II.

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OUTRA DA SINHÁ LUZIA

Quando fui aquilo que chamam de professora (a que procura ensinar as crianças o Be A Ba da vida), fui encarregada para um mister que não julgava preparada.

Eram filhos de operários, mas nem por isso dignos de coisa melhor.

Havia duas outras: D. Maria José e Julia Lima, afora o diretor Sr. Ferreira. Eram quatro salões grandes e bem equilibrados para o destino santificado de ler e escrever.

Mas voltando à Sinhá Luzia, ela passou a me chamar de Sinhá Dona Pufessora.

Quando deixei a escola, disse a ela: Sinhá Luzia eu não sou professora.

Então a boa mulher passou a me chamar de Minha comade sinhá dona Farnanzinha. Parecida, não?

SINHÁ LUZIA

Sinhá Luzia trabalhava na casa do tio Getúlio. Tinha uma filha e uma neta. Não conheci nenhuma das duas.
Ela, sinhá Luzia, gostava de contar a vida dela com o marido.

O “belo” marido tomava umas e outras e o resultado é que quando chegava em casa era pra bater na infeliz.

Uma ocasião ela perdeu a paciência. Estava cansada de servir de saco de pancada. Quando ele gritou lá de fora:

– Lá vou eu Luzia Véia! Ela não teve dúvida, pegou uma acha de lenha, acesa no fogão e enfrentou o “distinto” gritando:
– Se for homem, venha…E quem disse que ele a enfrentou? Pra isso ele não estava bêbado!

De outra feita o “querido maridinho” estava com varíola. Para aliviar a queimadura, costumavam forrar a cama com folhas de bananeira. Ela procurou as mais velhas e não tirou aquelas partes do meio. Deitou o infeliz ali e quando ele reclamou que aquilo estava incomodando, ela lhe disse:

– Se você fosse mais bonzinho eu ajeitava mió as coisa pro você. Eu tenho uma galinha e fazia uma canja. Mas você não presta. É uma peste. Então sofra.

Em sua opinião a sua vingança era mais do que justa.

A caridade não se aplica no coração de muita gente. Acha a vingança mais do que justa.

FUTURA OPERÁRIA

O Sr. Hipólito era quem anotava o nome dos candidatos ao trabalho na Fábrica.

Dessa vez foi uma moça.

Ele perguntou o nome, a idade e se adiantou mais um pouco, perguntando donde ela era.

Ela respondeu:

– Nasci no Urucu (município de Alagoas, próximo de Rio Largo).

O bom homem, curioso, perguntou:

– Lá tem muito passarinho?

– Tem sim senhor, respondeu a moça e em seguida acrescentou: – Tem um que canta assim – “vamos trocar o “chibiu”? Se quis, quis, senão quis…

Todos os colegas caíram na gargalhada. O gerente sorrindo, falou:

– Bem podia ficar sem essa.

O Sr Hipólito tinha um filho. Foi posto no rapazinho o mesmo nome e para não confundir, chamava o coitado de Potinho.

TIA ESTER E SEUS APELIDOS


Tio Getúlio teve uma outra empregada que tinha um filho chamado Agassis. A minha tia Ester o chamava de 2 letras.

CASABLANCA, O FILME

Fomos ao cinema Floriano, Anthenor, um amigo Luiz e eu.

O filme era Casablanca, isso nos idos dos anos 30, em Maceió.

Os dois conversaram o tempo todo que durou a projeção do filme. Só eu prestei atenção ao que se passava na tela.

Quando terminou, os dois perguntaram se tinha gostado e se podia contar o que tinha acabado de ver. E eu, educadamente respondi:

– Era só o que faltava! Vocês conversaram o tempo todo e agora querem que eu conte o filme, nem agora nem nunca vou perder meu tempo.

A CASEIRA DO PADRE TORRES

O padre Torres estava reclamando das dores que sentia.

A caseira ouvindo-o exclamou:

– Não é nada não seu padre, é “veiúra”.

Velhice na linguagem dela.